MANGAS EM DESTAQUE
O Público de hoje traz um grande destaque sobre a febre das Mangas japonesas. O texto inclui um glossário, para os que não acompanham o fenómeno, e algumas notas sobre sete dos mais importantes autores de manga. Para ler aqui.
7.3.04
5.3.04
UM GUIA PARA O TINTIM
O Público já acabou de editar a colecção integral de Tintim, mas hoje ainda se pode comprar o livro As Aventuras de Tintim no Público. Aqui se reunem os textos que o jornalista Carlos Pessoa foi escrevendo para acompanhar a edição de cada volume, os mesmos textos que estão on-line aqui, não sabemos por quanto tempo. Além disso, um livro é sempre um livro...
O Público já acabou de editar a colecção integral de Tintim, mas hoje ainda se pode comprar o livro As Aventuras de Tintim no Público. Aqui se reunem os textos que o jornalista Carlos Pessoa foi escrevendo para acompanhar a edição de cada volume, os mesmos textos que estão on-line aqui, não sabemos por quanto tempo. Além disso, um livro é sempre um livro...
4.3.04
A FORÇA DO CARTOON
Na última edição do Festival Internacional de BD da Amadora assisti, com a Sílvia, a uma interessante mesa redonda em torno do cartoon. Aí se debateram questões como as perseguições políticas a cartoonistas do mundo inteiro, a necessidade de se criarem laços de solidariedade internacional entre autores, a categoria, em termos de carreira jornalística, dos autores de cartoon ou o impacto que os seus trabalhos provocam, tantas vezes, nas estruturas do poder e da sociedade, mesmo se falamos apenas de países democráticos.
Lembrei-me deste interessante debate a propósito do cartoon que o Blog de Esquerda postou hoje e que foi o ponto de partida para algumas discussões calorosas, merecendo ainda uma espécie de 'post réplica', um pouco mais acima. Ora espreitem aqui.
Na última edição do Festival Internacional de BD da Amadora assisti, com a Sílvia, a uma interessante mesa redonda em torno do cartoon. Aí se debateram questões como as perseguições políticas a cartoonistas do mundo inteiro, a necessidade de se criarem laços de solidariedade internacional entre autores, a categoria, em termos de carreira jornalística, dos autores de cartoon ou o impacto que os seus trabalhos provocam, tantas vezes, nas estruturas do poder e da sociedade, mesmo se falamos apenas de países democráticos.
Lembrei-me deste interessante debate a propósito do cartoon que o Blog de Esquerda postou hoje e que foi o ponto de partida para algumas discussões calorosas, merecendo ainda uma espécie de 'post réplica', um pouco mais acima. Ora espreitem aqui.
AFINAL...
... a estreia anunciada para Fevereiro só hoje se concretizou. American Splendor, sobre o trabalho de Harvey Pekar e a sua dedicação à bd, estreia hoje nas salas portuguesas. Nós não vimos, mas aqui há quem já tenha visto. Passem por lá.
... a estreia anunciada para Fevereiro só hoje se concretizou. American Splendor, sobre o trabalho de Harvey Pekar e a sua dedicação à bd, estreia hoje nas salas portuguesas. Nós não vimos, mas aqui há quem já tenha visto. Passem por lá.
3.3.04
É PARA AMANHÃ
Do Centro de Imagem e Técnicas Narrativas, da Gulbenkian, chegou-nos a seguinte informação:
ESTÁ A TERMINAR A FASE DE INSCRIÇÕES |até 4 de Março | para o
Workshop de Banda Desenhada #2 do
Centro de Imagem e Técnicas Narrativas
Formador: Richard Câmara
Pré-inscrições: até 4 de Março
Entrevistas de selecção: 5 de Março
Data de realização: Março
Horário: a definir
Participantes: de 12 (mín.) a 18 (máx.)
Propina: 150EUR
Duração: 32h. - 1 mês
|Está programada uma série de 6 workshops, com a duração de um mês cada, a
realizar em 2004|
Programa do 2º workshop:
A história do Capuchinho ao Quadrado (BD e a simultaneidade): Com base na
experiência obtida pelo próprio autor no seu livro sobre o Capuchinho Vermelho,
cada página da BD corresponde a um mesmo momento do conto que nos permite ver
simultaneamente o que cada uma das quatro personagens está realmente a fazer...
Para mais informações, contacte-nos via e-mail, telefone ou fax:
TEL: 21 782 35 05
FAX: 21 782 30 18
E-mail: citen@gulbenkian.pt
Do Centro de Imagem e Técnicas Narrativas, da Gulbenkian, chegou-nos a seguinte informação:
ESTÁ A TERMINAR A FASE DE INSCRIÇÕES |até 4 de Março | para o
Workshop de Banda Desenhada #2 do
Centro de Imagem e Técnicas Narrativas
Formador: Richard Câmara
Pré-inscrições: até 4 de Março
Entrevistas de selecção: 5 de Março
Data de realização: Março
Horário: a definir
Participantes: de 12 (mín.) a 18 (máx.)
Propina: 150EUR
Duração: 32h. - 1 mês
|Está programada uma série de 6 workshops, com a duração de um mês cada, a
realizar em 2004|
Programa do 2º workshop:
A história do Capuchinho ao Quadrado (BD e a simultaneidade): Com base na
experiência obtida pelo próprio autor no seu livro sobre o Capuchinho Vermelho,
cada página da BD corresponde a um mesmo momento do conto que nos permite ver
simultaneamente o que cada uma das quatro personagens está realmente a fazer...
Para mais informações, contacte-nos via e-mail, telefone ou fax:
TEL: 21 782 35 05
FAX: 21 782 30 18
E-mail: citen@gulbenkian.pt
DIÁRIO DE LISBOA DIGITAL E EXPOSIÇÃO DE CARICATURAS
O Diário de Lisboa, que se publicou entre 1921 e 1990, está a ser integralmente digitalizado pela Fundação Mário Soares e, a partir de Abril, estará disponível para consulta na biblioteca respectiva. O projecto foi apresentado ontem e, simultaneamente, foi inaugurada uma exposição de caricaturas publicadas no referido jornal entre 7 de Abril de 1921 e 27 de Maio de 1926.
A notícia completa é para ler aqui. Deixamos apenas um excerto relativo à edição em CD deste acervo que agora se expõe:
Nesse período, o jornal publicou cerca de 1750 desenhos e caricaturas, de que até agora a Fundação apenas conseguiu identificar dois terços dos autores, pois muitas vezes não estão assinados. Este acervo foi editado em CD, intitulado "Desenhos e Caricaturas 1921-1926", contendo obras de artistas emblemáticos da época, como Amédeo Modigliani, Bernardo Marques, Eduardo Malta, Jean Cocteau, Jorge Barradas, José de Almada Negreiros, Leitão de Barros, Mário Eloy ou Stuart Carvalhaes.
Caricatura do Almirante Gago Coutinho, da autoria de Amarelhe, 1929.
Colecção Maria Cândida Rocha/Paulo Rocha
(Informação e imagem retiradas do site da Fundação Mário Soares, onde podem encontrar muitas informações sobre a exposição e o seu conteúdo)
O Diário de Lisboa, que se publicou entre 1921 e 1990, está a ser integralmente digitalizado pela Fundação Mário Soares e, a partir de Abril, estará disponível para consulta na biblioteca respectiva. O projecto foi apresentado ontem e, simultaneamente, foi inaugurada uma exposição de caricaturas publicadas no referido jornal entre 7 de Abril de 1921 e 27 de Maio de 1926.
A notícia completa é para ler aqui. Deixamos apenas um excerto relativo à edição em CD deste acervo que agora se expõe:
Nesse período, o jornal publicou cerca de 1750 desenhos e caricaturas, de que até agora a Fundação apenas conseguiu identificar dois terços dos autores, pois muitas vezes não estão assinados. Este acervo foi editado em CD, intitulado "Desenhos e Caricaturas 1921-1926", contendo obras de artistas emblemáticos da época, como Amédeo Modigliani, Bernardo Marques, Eduardo Malta, Jean Cocteau, Jorge Barradas, José de Almada Negreiros, Leitão de Barros, Mário Eloy ou Stuart Carvalhaes.
Caricatura do Almirante Gago Coutinho, da autoria de Amarelhe, 1929.
Colecção Maria Cândida Rocha/Paulo Rocha
(Informação e imagem retiradas do site da Fundação Mário Soares, onde podem encontrar muitas informações sobre a exposição e o seu conteúdo)
2.3.04
OS IRMÃOS CLAYTON
Rob e Christian Clayton formaram-se no Art Center College of Design e desde 1993 que trabalham em conjunto. Neste site podem ficar a conhecer o seu trabalho de equipa e individual no âmbito da ilustração e das artes gráficas.
Rob e Christian Clayton formaram-se no Art Center College of Design e desde 1993 que trabalham em conjunto. Neste site podem ficar a conhecer o seu trabalho de equipa e individual no âmbito da ilustração e das artes gráficas.
1.3.04
PARABÉNS ALEXANDRE!
Já tinha passado hoje pelo UmblogsobreKleist, leitura habitual e dedicada dos meus dias. Mas foi no Seta Despedida que descobri o aniversário: o blog mais 'verde' da blogosfera faz um ano e aqui ficam as felicitações do Beco, em jeito de cartão postal de que, certamente não por acaso, sobrou apenas o selo:
Já tinha passado hoje pelo UmblogsobreKleist, leitura habitual e dedicada dos meus dias. Mas foi no Seta Despedida que descobri o aniversário: o blog mais 'verde' da blogosfera faz um ano e aqui ficam as felicitações do Beco, em jeito de cartão postal de que, certamente não por acaso, sobrou apenas o selo:
O FIM DA MÍTICA ZUNDAP?
Não, não falo da mota que corta o silêncio com um ruído ensurdecedor e muito característico, mas do fanzine que tem animado as nossas leituras de há uns tempos a esta parte. A notícia chegou-nos via mail, pela mão do editor, e nós não confirmamos nem desmentimos. Com a Zundap, nunca se sabe...
Saudações motorizadas
É com um misto de pesar e júbilo que o convidamos para a festa de
lançamento do centésimo e último número da publicação Zundap. Deste
último número constam entrevistas a Rory McLeod e Marjane Satrapi,
artigos sobre Elliott Smith, Hank Williams, Caetano Veloso e Comme
Restus (?), jóias literárias avulsas e textos de carácter introspectivo.
Publicamos também uma carta amiga enviada pelo nosso fiel assinante
Mário Soares.
Ao longo de mais de 4 anos fomos veículo cultural ilustrado e é chegada
a hora do adeus. Pretendemos acabar com estrondo, pelo que se prevê
festa rija no próximo sábado, dia 6 de março, no Estrela Hall, em Campo
de Ourique, pelas 22 Horas. Não faltará guerra, loucura e morte.
Contamos consigo.
O Editor,
José Feitor
Não, não falo da mota que corta o silêncio com um ruído ensurdecedor e muito característico, mas do fanzine que tem animado as nossas leituras de há uns tempos a esta parte. A notícia chegou-nos via mail, pela mão do editor, e nós não confirmamos nem desmentimos. Com a Zundap, nunca se sabe...
Saudações motorizadas
É com um misto de pesar e júbilo que o convidamos para a festa de
lançamento do centésimo e último número da publicação Zundap. Deste
último número constam entrevistas a Rory McLeod e Marjane Satrapi,
artigos sobre Elliott Smith, Hank Williams, Caetano Veloso e Comme
Restus (?), jóias literárias avulsas e textos de carácter introspectivo.
Publicamos também uma carta amiga enviada pelo nosso fiel assinante
Mário Soares.
Ao longo de mais de 4 anos fomos veículo cultural ilustrado e é chegada
a hora do adeus. Pretendemos acabar com estrondo, pelo que se prevê
festa rija no próximo sábado, dia 6 de março, no Estrela Hall, em Campo
de Ourique, pelas 22 Horas. Não faltará guerra, loucura e morte.
Contamos consigo.
O Editor,
José Feitor
SPIROU NO DN
No Diário de Notícias de hoje, João Miguel Tavares escreve sobre Z de Zorglub, um dos mais interessantes episódios de Spirou segundo o crítico. Para ler aqui.
No Diário de Notícias de hoje, João Miguel Tavares escreve sobre Z de Zorglub, um dos mais interessantes episódios de Spirou segundo o crítico. Para ler aqui.
29.2.04
PARA LER
No Mil Folhas de ontem, aqui, Carlos Pessoa escreve sobre Cosey e Une maison de Frank L. Wright.
No Mil Folhas de ontem, aqui, Carlos Pessoa escreve sobre Cosey e Une maison de Frank L. Wright.
27.2.04
O ÚLTIMO TINTIM
Chega hoje ao fim a colecção do Tintim editada pelo Público. Sobre o último volume, Tintim e os Pícaros, podem ler mais aqui. Entretanto, parece que está prevista para breve a publicação de um livro com todos os textos de Carlos Pessoa que foram saindo a acompanhar os livros. Daremos notícias...
Chega hoje ao fim a colecção do Tintim editada pelo Público. Sobre o último volume, Tintim e os Pícaros, podem ler mais aqui. Entretanto, parece que está prevista para breve a publicação de um livro com todos os textos de Carlos Pessoa que foram saindo a acompanhar os livros. Daremos notícias...
26.2.04
ORIGENS
Entre as leituras da Regra de S. Bento, das Cantigas de Escárnio e Mal Dizer e de alguns textos de José Mattoso, ando mais pela Idade Média do que pelos caminhos da bd… Mas hoje, tentando pensar nos pontos comuns, voltei a uma das mais belas obras monumentais da Idade Média galego-portuguesa: as Cantigas de Santa Maria, de Afonso X, o Sábio. E está lá tudo, a beleza da versificação, o código poético da época e… as histórias aos quadradinhos. Vejam lá:
Cantigas de Santa Maria, séc. XIII
Entre as leituras da Regra de S. Bento, das Cantigas de Escárnio e Mal Dizer e de alguns textos de José Mattoso, ando mais pela Idade Média do que pelos caminhos da bd… Mas hoje, tentando pensar nos pontos comuns, voltei a uma das mais belas obras monumentais da Idade Média galego-portuguesa: as Cantigas de Santa Maria, de Afonso X, o Sábio. E está lá tudo, a beleza da versificação, o código poético da época e… as histórias aos quadradinhos. Vejam lá:
Cantigas de Santa Maria, séc. XIII
25.2.04
ILUSTRADOR DE NOVA IORQUE
Jordin Isip, ilustrador, publica em vários periódicos, como The New York Times, Rolling Stone, Time Magazine, entre outros. Participou em diversas exposições, quer individuais quer em grupo, e o seu trabalho já recebeu vários prémios.
O seu site é www.jordinisip.com
Jordin Isip, ilustrador, publica em vários periódicos, como The New York Times, Rolling Stone, Time Magazine, entre outros. Participou em diversas exposições, quer individuais quer em grupo, e o seu trabalho já recebeu vários prémios.
O seu site é www.jordinisip.com
VEM AÍ A BÍBLIA
É já amanhã que são lançados os números 18 e 19 da revista Bíblia, projecto que reúne uma imensidão de colaboradores sob a coordenação de Tiago Gomes. A festa decorre na Discoteca Lontra (Rua de S.Bento, 157 - junto à Assembleia), entre as 23h e as 07h do dia seguinte. Música não vai faltar e animação parece que também não.
É já amanhã que são lançados os números 18 e 19 da revista Bíblia, projecto que reúne uma imensidão de colaboradores sob a coordenação de Tiago Gomes. A festa decorre na Discoteca Lontra (Rua de S.Bento, 157 - junto à Assembleia), entre as 23h e as 07h do dia seguinte. Música não vai faltar e animação parece que também não.
24.2.04
UM BAILE DE MÁSCARAS
Hoje fomos ao baile aqui. Passem por lá e não se esqueçam da máscara.
Hoje fomos ao baile aqui. Passem por lá e não se esqueçam da máscara.
23.2.04
WEBMANIA
Hoje, no Público-Computadores :
www.blakeetmortimer.com
Conhece o professor Mortimer? Aquele amigo inseparável do capitão Blake! Grande par de aventureiros, é verdade. Em álbuns ou em série televisiva, partilham connosco as emoções mais fortes! A descoberta de um metal com propriedades radioactivas durante umas férias no arquipélago dos Açores, o mistério de um acidente mortal envolvendo um avião militar e provocado por um dragão voador das lendas japonesas, o fenómeno das descargas eléctricas superpoderosas nas vésperas da abertura de mais uma Exposição Universal em Bombaim... Este é o sítio oficial de Blake e Mortimer, e nele se pode encontrar informações sobre os álbuns e os autores. É uma rampa de lançamento para saber mais, através das páginas sugeridas.
Um site a não perder.
Hoje, no Público-Computadores :
www.blakeetmortimer.com
Conhece o professor Mortimer? Aquele amigo inseparável do capitão Blake! Grande par de aventureiros, é verdade. Em álbuns ou em série televisiva, partilham connosco as emoções mais fortes! A descoberta de um metal com propriedades radioactivas durante umas férias no arquipélago dos Açores, o mistério de um acidente mortal envolvendo um avião militar e provocado por um dragão voador das lendas japonesas, o fenómeno das descargas eléctricas superpoderosas nas vésperas da abertura de mais uma Exposição Universal em Bombaim... Este é o sítio oficial de Blake e Mortimer, e nele se pode encontrar informações sobre os álbuns e os autores. É uma rampa de lançamento para saber mais, através das páginas sugeridas.
Um site a não perder.
COMICS AMERICANOS NO DN
Quem quiser conhecer as várias faces dos 'comics' americanos poderá de ler, aqui, o texto de João Miguel Tavares, que saiu hoje com o Diário de Notícias.
Quem quiser conhecer as várias faces dos 'comics' americanos poderá de ler, aqui, o texto de João Miguel Tavares, que saiu hoje com o Diário de Notícias.
22.2.04
NUNO SARAIVA EM BEJA
A notícia saíu ontem no Público-Mil Folhas:
Exposição de BD "Oh! Ah! Não! Sim!" na Galeria dos Escudeiros (Beja)
A CAMA SEGUNDO NUNO SARAIVA
Sábado, 21 de Fevereiro de 2004
O autor de banda desenhada Nuno Saraiva volta a dar de si e, como sempre, por boas razões. Desta vez, o "corpo do delito" é uma exposição de BD em Beja (Galeria dos Escudeiros, rua dos Escudeiros, 30), inaugurada na passada quinta-feira e aberta ao público até 29 de Março do corrente ano. A cama, "fetiche" das histórias do autor e também "protagonista constante" destas (é Nuno Saraiva quem o confessa) constitui, assim, o pretexto para o artista dar a conhecer a diversidade do seu trabalho nos quadradinhos e na ilustração, quer ele dê pelo nome de Zé Inocêncio, Guarda Abília, Filosofia de Ponta, Arnaldo o pós-cataléptico ou outras criações que tem espalhado por tudo o que é publicação em Portugal - entre elas, "O Inimigo Público", distribuído à sexta-feira com o PÚBLICO. Ao todo, mais desenho menos desenho, mais dia menos dia, são 10 anos de crítica, humor e sátira como só Nuno Saraiva é capaz de oferecer aos leitores dos inúmeros jornais, revistas e outros suportes de informação.
No dia da inauguração, Luís Pedro Nunes, Paulo Monteiro e o próprio Nuno Saraiva conversaram sobre a exposição, os originais nela incluídos e o universo gráfico e temático do autor. A quem perdeu essa oportunidade de ficar a saber um pouco mais sobre o trabalho de Nuno Saraiva, restam duas possibilidades, ambas aliciantes: ir ver a exposição (todos os dias, excepto a segunda-feira, entre as 14 e as 20 horas) ou ler a mão-cheia de álbuns já publicados. Qualquer das soluções vale a pena.
A notícia saíu ontem no Público-Mil Folhas:
Exposição de BD "Oh! Ah! Não! Sim!" na Galeria dos Escudeiros (Beja)
A CAMA SEGUNDO NUNO SARAIVA
Sábado, 21 de Fevereiro de 2004
O autor de banda desenhada Nuno Saraiva volta a dar de si e, como sempre, por boas razões. Desta vez, o "corpo do delito" é uma exposição de BD em Beja (Galeria dos Escudeiros, rua dos Escudeiros, 30), inaugurada na passada quinta-feira e aberta ao público até 29 de Março do corrente ano. A cama, "fetiche" das histórias do autor e também "protagonista constante" destas (é Nuno Saraiva quem o confessa) constitui, assim, o pretexto para o artista dar a conhecer a diversidade do seu trabalho nos quadradinhos e na ilustração, quer ele dê pelo nome de Zé Inocêncio, Guarda Abília, Filosofia de Ponta, Arnaldo o pós-cataléptico ou outras criações que tem espalhado por tudo o que é publicação em Portugal - entre elas, "O Inimigo Público", distribuído à sexta-feira com o PÚBLICO. Ao todo, mais desenho menos desenho, mais dia menos dia, são 10 anos de crítica, humor e sátira como só Nuno Saraiva é capaz de oferecer aos leitores dos inúmeros jornais, revistas e outros suportes de informação.
No dia da inauguração, Luís Pedro Nunes, Paulo Monteiro e o próprio Nuno Saraiva conversaram sobre a exposição, os originais nela incluídos e o universo gráfico e temático do autor. A quem perdeu essa oportunidade de ficar a saber um pouco mais sobre o trabalho de Nuno Saraiva, restam duas possibilidades, ambas aliciantes: ir ver a exposição (todos os dias, excepto a segunda-feira, entre as 14 e as 20 horas) ou ler a mão-cheia de álbuns já publicados. Qualquer das soluções vale a pena.
20.2.04
TINTIM NO PAÍS DOS SOVIETES
Hoje, com o Público, sai a primeira aventura de Tintim. Para descobrirem mais sobre o livro basta clicarem aqui e lerem o texto de Carlos Pessoa.
Hoje, com o Público, sai a primeira aventura de Tintim. Para descobrirem mais sobre o livro basta clicarem aqui e lerem o texto de Carlos Pessoa.
19.2.04
CINEMA E BD
Tirámos a notícia do Central Comics:
Estreia em Portugal, no dia 19 de Fevereiro, mais uma adaptação ao cinema de uma série de BD,… esperem, mais uma adaptação não, é a adaptação de American Splendor, a BD de culto do escritor norte americano Harvey Pekar.
Quando a sétima arte procura, inspiração na sua nona congénere, normalmente é para levar ao público os mundos mais fantásticos, os heróis mais corajosos, para dar origem às mais inventivas aventuras e aos mais surpreendentes desfechos! Sendo esta uma verdade quase absoluta, na relação Cinema/BD, será a esta adaptação de American Splendor… um engano? Ora vejamos, que mundo é mais fantástico, mais surreal e estranho do que aquele em que vivemos? Que Herói é mais corajoso e digno de ter as suas aventuras narrada do que o homem comum? Pois é está a ideia principal, que deu origem à BD “underground” American Splendor há cerca de 27 anos atrás, e que dá inicio a esta adaptação ao cinema, pelos realizadores Shari Springer Berman e Robert Pulcini.
American Splendor é, basicamente, a autobiografia de Harvey Pekar (interpretado no filme por Paul Giamanti). Relata a vida do autor, do seu quotidiano aparentemente banal e igual ao de todos os trabalhadores de classe média, mas cuja visão única de Pekar, revela novos ângulos, novas formas e novos sabores a situações a que estamos, por demais, habituados a viver.
Se tivermos em contas os prémios que American Splendor já recebeu (Grande prémio do júri no Festival de Sundance) e a nomeação para Óscar de melhor argumento adaptado, teremos, possivelmente, a melhor adaptação de uma BD para o grande ecrã!
Tirámos a notícia do Central Comics:
Estreia em Portugal, no dia 19 de Fevereiro, mais uma adaptação ao cinema de uma série de BD,… esperem, mais uma adaptação não, é a adaptação de American Splendor, a BD de culto do escritor norte americano Harvey Pekar.
Quando a sétima arte procura, inspiração na sua nona congénere, normalmente é para levar ao público os mundos mais fantásticos, os heróis mais corajosos, para dar origem às mais inventivas aventuras e aos mais surpreendentes desfechos! Sendo esta uma verdade quase absoluta, na relação Cinema/BD, será a esta adaptação de American Splendor… um engano? Ora vejamos, que mundo é mais fantástico, mais surreal e estranho do que aquele em que vivemos? Que Herói é mais corajoso e digno de ter as suas aventuras narrada do que o homem comum? Pois é está a ideia principal, que deu origem à BD “underground” American Splendor há cerca de 27 anos atrás, e que dá inicio a esta adaptação ao cinema, pelos realizadores Shari Springer Berman e Robert Pulcini.
American Splendor é, basicamente, a autobiografia de Harvey Pekar (interpretado no filme por Paul Giamanti). Relata a vida do autor, do seu quotidiano aparentemente banal e igual ao de todos os trabalhadores de classe média, mas cuja visão única de Pekar, revela novos ângulos, novas formas e novos sabores a situações a que estamos, por demais, habituados a viver.
Se tivermos em contas os prémios que American Splendor já recebeu (Grande prémio do júri no Festival de Sundance) e a nomeação para Óscar de melhor argumento adaptado, teremos, possivelmente, a melhor adaptação de uma BD para o grande ecrã!
18.2.04
SEM TEMPO, MAS COM TEXTO
Hoje não tenho tempo para mais... Mas deixo o link para o texto que acabo de colocar on-line aqui, sobre Viagem a Tulum, de Milo Manara e Federico Fellini.
Hoje não tenho tempo para mais... Mas deixo o link para o texto que acabo de colocar on-line aqui, sobre Viagem a Tulum, de Milo Manara e Federico Fellini.
17.2.04
ALAN MOORE 'VIAJA' ATÉ CHARLEROI, NA BÉLGICA
Do Centro Nacional de Banda Desenhada e Imagem, na Amadora, chega-nos o seguinte press-release:
CNBDI cedeu obras de Alan Moore
a Charleroi
O Centro Nacional de Banda Desenhada e Imagem da Amadora cedeu, temporariamente, pranchas de banda desenhada e documentos originais de Alan Moore à cidade belga de Charleroi que, actualmente, tem patente uma exposição retrospectiva da obra do mais consagrado argumentista de bd.
Trata-se da segunda exposição retrospectiva mundial de Alan Moore – a primeira realizada a nível mundial foi concebida pelo Centro Nacional de BD e Imagem (CNBDI) e que esteve patente entre 20 de Setembro e 31 de Dezembro de 2002. Moore, argumentista inglês, é considerado como o mais importante argumentista de banda desenhada dos últimos vinte anos e as suas histórias são conhecidas em todo o mundo. Para quem não conhece a sua vasta obra, basta lembrar que, por exemplo, o recente filme “A Liga dos Cavalheiros Extraordinários”, com a participação de Sean Connery, é baseado numa história sua.
Alan Moore é o autor, entre muitas outras, das seguintes histórias, passadas a banda desenhada por desenhadores, igualmente, reconhecidos: A Small Killing; Watchmen; Greyshirt; From Hell; V for Vendetta e Swamp Thing. Ao longo dos anos, foram vários os desenhadores ingleses e norte-americanos que colaboraram com este argumentista: Rick Veitch, Kevin O´Neill, David Lloyd, Totleben, entre outros.
O CNBDI, após a concepção da primeira exposição mundial sobre a obra de Moore, ficou na posse de cerca de quarenta pranchas de banda desenhada e diversos documentos de trabalho como guiões (alguns que nunca tinham estado acessíveis ao público). Agora, algumas das obras que possuímos foram emprestadas a Charleroi, para a exposição comissariada por Paul Gravett e que estará patente nesta cidade belga até ao dia 4 de Abril.
Felicitando o CNBDI pelo intercâmbio, deixamos os leitores com uma prancha de A Liga dos Cavalheiros Extraordinários, em francês:
Do Centro Nacional de Banda Desenhada e Imagem, na Amadora, chega-nos o seguinte press-release:
CNBDI cedeu obras de Alan Moore
a Charleroi
O Centro Nacional de Banda Desenhada e Imagem da Amadora cedeu, temporariamente, pranchas de banda desenhada e documentos originais de Alan Moore à cidade belga de Charleroi que, actualmente, tem patente uma exposição retrospectiva da obra do mais consagrado argumentista de bd.
Trata-se da segunda exposição retrospectiva mundial de Alan Moore – a primeira realizada a nível mundial foi concebida pelo Centro Nacional de BD e Imagem (CNBDI) e que esteve patente entre 20 de Setembro e 31 de Dezembro de 2002. Moore, argumentista inglês, é considerado como o mais importante argumentista de banda desenhada dos últimos vinte anos e as suas histórias são conhecidas em todo o mundo. Para quem não conhece a sua vasta obra, basta lembrar que, por exemplo, o recente filme “A Liga dos Cavalheiros Extraordinários”, com a participação de Sean Connery, é baseado numa história sua.
Alan Moore é o autor, entre muitas outras, das seguintes histórias, passadas a banda desenhada por desenhadores, igualmente, reconhecidos: A Small Killing; Watchmen; Greyshirt; From Hell; V for Vendetta e Swamp Thing. Ao longo dos anos, foram vários os desenhadores ingleses e norte-americanos que colaboraram com este argumentista: Rick Veitch, Kevin O´Neill, David Lloyd, Totleben, entre outros.
O CNBDI, após a concepção da primeira exposição mundial sobre a obra de Moore, ficou na posse de cerca de quarenta pranchas de banda desenhada e diversos documentos de trabalho como guiões (alguns que nunca tinham estado acessíveis ao público). Agora, algumas das obras que possuímos foram emprestadas a Charleroi, para a exposição comissariada por Paul Gravett e que estará patente nesta cidade belga até ao dia 4 de Abril.
Felicitando o CNBDI pelo intercâmbio, deixamos os leitores com uma prancha de A Liga dos Cavalheiros Extraordinários, em francês:
BD NA BIBLIOTECA
Enquanto navegava pela net à procura de alguns artigos concretos sobre banda desenhada (que, por sinal, acabei por não encontrar), deparei-me com este site. Os autores chamam-lhe ‘guia para bibliotecários’ e as secções que se podem consultar têm como objectivo desenvolver a ideia de que a bd pode e deve fazer parte de qualquer boa biblioteca, sendo, além disso, uma forma de literatura gráfica que pode ter um papel importante no desenvolvimento de hábitos de leitura junto dos mais novos. Há também livros aconselhados, apresentação de diferentes géneros e formatos e uma lista de sítios sobre bd na internet (muito completa, diga-se). O site está em inglês (mesmo a calhar para os leitores que se queixam da nossa irreversível queda para o francês…) e merece uma visita demorada.
Enquanto navegava pela net à procura de alguns artigos concretos sobre banda desenhada (que, por sinal, acabei por não encontrar), deparei-me com este site. Os autores chamam-lhe ‘guia para bibliotecários’ e as secções que se podem consultar têm como objectivo desenvolver a ideia de que a bd pode e deve fazer parte de qualquer boa biblioteca, sendo, além disso, uma forma de literatura gráfica que pode ter um papel importante no desenvolvimento de hábitos de leitura junto dos mais novos. Há também livros aconselhados, apresentação de diferentes géneros e formatos e uma lista de sítios sobre bd na internet (muito completa, diga-se). O site está em inglês (mesmo a calhar para os leitores que se queixam da nossa irreversível queda para o francês…) e merece uma visita demorada.
16.2.04
15.2.04
MAIS UM SITE DE ILUSTRAÇÃO
Desta vez destacamos uma ilustradora: Chloé Poizat vive e trabalha em Paris e dedica-se essencialmente à ilustração editorial e de imprensa. É também autora de alguns livros, como é o caso de Machines e Traiter de mécaniques, editados pelas Èdition du Rourgue.
Para conhecer o seu trabalho basta entrar em www.chloepoizat.com.
Desta vez destacamos uma ilustradora: Chloé Poizat vive e trabalha em Paris e dedica-se essencialmente à ilustração editorial e de imprensa. É também autora de alguns livros, como é o caso de Machines e Traiter de mécaniques, editados pelas Èdition du Rourgue.
Para conhecer o seu trabalho basta entrar em www.chloepoizat.com.
NOVAS TENDÊNCIAS DA BD NORTE-AMERICANA
A notícia vem na Pública de hoje:
Banda desenhada religiosa
Ephraim, a criatura de aspecto monstruoso, está no topo de um arranha-céus a gritar para o dragão de Komodo que mostra as garras, afiadas como facas:
- “Aparece!”
- “Ephraim, a fúria está contigo”
- (Ouve-se uma voz humana) Socorro, está aí alguém?
- Sou Ephraim, fica quieto, não te preocupes, diz o monstro.
Este diálogo é um bocadinho de uma banda desenhada religiosa chamada “Anointed”. Este tipo de livros é cada vez mais procurado nos Estados Unidos. São concebidos por artistas cristãos que pretendem dar alguma sofisticação visual a temas religiosos para cativas a ‘geração MT’. “Anointed” retrata a luta de um anjo enviado por Deus com um jovem pastor que tem visões. Um dos mais estranhos do pacote que as livrarias oferecem é “Spells: Clack Christmas”, um desenho anomado negro com bruxas e Jesus bebé. A moral desta história: Jesus ama mesmo os mais estúpidos. “Samson, Judge of Israel” fala de Sansão como o super-herói da Bíblia. “Testament”, o romance gráfico na imagem, é o best-seller deste género de BD. Os preços oscilam entre os cinco e os dez euros e podem encomendar-se na Amazon.com, por exemplo.
A notícia não deixa de ser estranha, mas quem a escreveu podia ter-se dado ao trabalho de referir os nomes de alguns autores, para que a pesquisa fosse mais fácil. Assim, a procura que fiz na Amazon não rendeu nenhum resultado. Se alguém quiser tentar a sorte...
A notícia vem na Pública de hoje:
Banda desenhada religiosa
Ephraim, a criatura de aspecto monstruoso, está no topo de um arranha-céus a gritar para o dragão de Komodo que mostra as garras, afiadas como facas:
- “Aparece!”
- “Ephraim, a fúria está contigo”
- (Ouve-se uma voz humana) Socorro, está aí alguém?
- Sou Ephraim, fica quieto, não te preocupes, diz o monstro.
Este diálogo é um bocadinho de uma banda desenhada religiosa chamada “Anointed”. Este tipo de livros é cada vez mais procurado nos Estados Unidos. São concebidos por artistas cristãos que pretendem dar alguma sofisticação visual a temas religiosos para cativas a ‘geração MT’. “Anointed” retrata a luta de um anjo enviado por Deus com um jovem pastor que tem visões. Um dos mais estranhos do pacote que as livrarias oferecem é “Spells: Clack Christmas”, um desenho anomado negro com bruxas e Jesus bebé. A moral desta história: Jesus ama mesmo os mais estúpidos. “Samson, Judge of Israel” fala de Sansão como o super-herói da Bíblia. “Testament”, o romance gráfico na imagem, é o best-seller deste género de BD. Os preços oscilam entre os cinco e os dez euros e podem encomendar-se na Amazon.com, por exemplo.
A notícia não deixa de ser estranha, mas quem a escreveu podia ter-se dado ao trabalho de referir os nomes de alguns autores, para que a pesquisa fosse mais fácil. Assim, a procura que fiz na Amazon não rendeu nenhum resultado. Se alguém quiser tentar a sorte...
13.2.04
DIA DE TINTIM
O álbum que hoje se distribui com o Público é O Templo do Sol e, como vem sendo hábito, podem ler um texto interessante sobre o livro aqui.
O álbum que hoje se distribui com o Público é O Templo do Sol e, como vem sendo hábito, podem ler um texto interessante sobre o livro aqui.
12.2.04
11.2.04
TELEVISÃO
Tirámos a notícia do Central Comics:
COMICS no XPTO_ - Na 2ª feira, dia 9 de Fevereiro, este programa da NTV dedicou um espaço de entrevista aos autores Portugueses Daniel Maia, Miguel Montenegro e Nuno Duarte e seus projectos dentro e fora de Portugal (USA). Nelson Castro e Hugo Jesus tambem estiveram no programa. Vejam a repetição sabado dia 14 às 17:10 h .
Fica o aviso.
Tirámos a notícia do Central Comics:
COMICS no XPTO_ - Na 2ª feira, dia 9 de Fevereiro, este programa da NTV dedicou um espaço de entrevista aos autores Portugueses Daniel Maia, Miguel Montenegro e Nuno Duarte e seus projectos dentro e fora de Portugal (USA). Nelson Castro e Hugo Jesus tambem estiveram no programa. Vejam a repetição sabado dia 14 às 17:10 h .
Fica o aviso.
10.2.04
AFINAL, A MARJANE ESTÁ ON-LINE!
O José Manuel, do Rain Song, escreveu-nos a dar a notícia: afinal, a Pública tem página on-line, mas só fica disponível a partir da segunda-feira seguinte à sua publicação em papel. Por isso, agradecendo a informação ao jm, deixamos aqui o link directo para a entrevista com Marjane Satrapi, autora de Persépolis.
O José Manuel, do Rain Song, escreveu-nos a dar a notícia: afinal, a Pública tem página on-line, mas só fica disponível a partir da segunda-feira seguinte à sua publicação em papel. Por isso, agradecendo a informação ao jm, deixamos aqui o link directo para a entrevista com Marjane Satrapi, autora de Persépolis.
OLIVIER BRAMANTI NOS SALDOS DA FNAC
Deve ser do meu mau feitio, mas não percebo porque é que a Fnac insiste na utilização de uns autocolantes pegajosos com o preço de saldo. Já me faz confusão que os preços em geral sejam indicados com um autocolante na contracapa… Não sei explicar, mas a ideia de ter autocolantes colados em livros perturba-me! Mas a verdade é que esse autocolante habitual sai sem dificuldade e não deixa resíduos. Já o dos saldos… Enfim, lá fui espreitar a molhada dos livros e trouxe uma bd de Olivier Bramanti, Le Chemin des Merles, que já andava a namorar há uns meses largos, mas cujo preço original não era dos mais simpáticos.
Le Chemin des Merles é o segundo álbum de Bramanti, depois de Le Pont de l’Ange. Desta vez, a história remonta à batalha entre os exércitos balcânico e otomano, em 1389, que termina com a derrota do príncipe Lázaro e com a vitória dos otomanos. Le Chemin des Merles vive da memória do príncipe derrotado, das imagens que antecederam a sua morte e do modo doloroso como Bramanti encena o futuro de qualquer mártir ou herói. Ao longo das pranchas cujo traço nos deixa suspensos de tão pouco usual, quase transformando as vinhetas em velhas sépias perdidas entre o pó do tempo, Olivier Bramanti apresenta a história do príncipe e as suas memórias, mas apresenta também as questões que se colocam face a qualquer guerra e aos seus supostos benefícios. Le Chemin des Merles é um livro belíssimo no que à narrativa e à vertente gráfica diz respeito, mas é acima de tudo um livro de reflexão que nos conduz sem hesitar para os problemas sociais e políticos da antiga Jugoslávia, deixando no ar uma amargura inevitável quando pensamos no que se destruiu, nos espaços de comunicações múltiplas que se cortaram, na esperança que morreu um bocadinho em cada um de nós.
Aqui podem ler uma entrevista com o autor.
Deve ser do meu mau feitio, mas não percebo porque é que a Fnac insiste na utilização de uns autocolantes pegajosos com o preço de saldo. Já me faz confusão que os preços em geral sejam indicados com um autocolante na contracapa… Não sei explicar, mas a ideia de ter autocolantes colados em livros perturba-me! Mas a verdade é que esse autocolante habitual sai sem dificuldade e não deixa resíduos. Já o dos saldos… Enfim, lá fui espreitar a molhada dos livros e trouxe uma bd de Olivier Bramanti, Le Chemin des Merles, que já andava a namorar há uns meses largos, mas cujo preço original não era dos mais simpáticos.
Le Chemin des Merles é o segundo álbum de Bramanti, depois de Le Pont de l’Ange. Desta vez, a história remonta à batalha entre os exércitos balcânico e otomano, em 1389, que termina com a derrota do príncipe Lázaro e com a vitória dos otomanos. Le Chemin des Merles vive da memória do príncipe derrotado, das imagens que antecederam a sua morte e do modo doloroso como Bramanti encena o futuro de qualquer mártir ou herói. Ao longo das pranchas cujo traço nos deixa suspensos de tão pouco usual, quase transformando as vinhetas em velhas sépias perdidas entre o pó do tempo, Olivier Bramanti apresenta a história do príncipe e as suas memórias, mas apresenta também as questões que se colocam face a qualquer guerra e aos seus supostos benefícios. Le Chemin des Merles é um livro belíssimo no que à narrativa e à vertente gráfica diz respeito, mas é acima de tudo um livro de reflexão que nos conduz sem hesitar para os problemas sociais e políticos da antiga Jugoslávia, deixando no ar uma amargura inevitável quando pensamos no que se destruiu, nos espaços de comunicações múltiplas que se cortaram, na esperança que morreu um bocadinho em cada um de nós.
Aqui podem ler uma entrevista com o autor.
9.2.04
VASCO GRANJA E A POLÉMICA DAS PLASTICINAS
A coisa começou aqui ou, pelo menos, foi onde eu dei por ela. O Possidónio Cachapa (ver segundo post de 28 de Janeiro), remetendo para o Francisco Nunes, queixou-se das ‘secas’ e das ‘torturas’ a que Vasco Granja submetia as crianças. Na altura fiquei indignada, porque o Vasco Granja sempre foi uma referência para mim e porque pensei que assim o era para qualquer pessoa de bom gosto. Mas o gosto tem que se lhe diga e o bom gosto, claro, é coisa muito relativa. Entretanto, a Ana Alves respondeu com um texto à altura que, para além de salientar a qualidade dos ‘bonecos’ que Granja dava a ver, acaba desta forma esclarecedora: “Falamos de vítimas, de pessoas que se queixam das animações que Vasco Granja passava na televisão como de um terramoto ou qualquer outra calamidade natural violentíssima relativamente à qual não existe possibilidade de escape. Algumas pessoas dizem mesmo que passavam, durante a exibição de tais filmes, um sofrimento atroz (sic). Não compreendo. Na minha casa a televisão tinha um botão para se desligar.” Para mim, não há mais nada a dizer. O Beco subscreve e junta-se às manifestações de solidariedade que se preparam aqui (ver post de 7 de Fevereiro) e aqui (post de 9 de Fevereiro).
La Linea
A coisa começou aqui ou, pelo menos, foi onde eu dei por ela. O Possidónio Cachapa (ver segundo post de 28 de Janeiro), remetendo para o Francisco Nunes, queixou-se das ‘secas’ e das ‘torturas’ a que Vasco Granja submetia as crianças. Na altura fiquei indignada, porque o Vasco Granja sempre foi uma referência para mim e porque pensei que assim o era para qualquer pessoa de bom gosto. Mas o gosto tem que se lhe diga e o bom gosto, claro, é coisa muito relativa. Entretanto, a Ana Alves respondeu com um texto à altura que, para além de salientar a qualidade dos ‘bonecos’ que Granja dava a ver, acaba desta forma esclarecedora: “Falamos de vítimas, de pessoas que se queixam das animações que Vasco Granja passava na televisão como de um terramoto ou qualquer outra calamidade natural violentíssima relativamente à qual não existe possibilidade de escape. Algumas pessoas dizem mesmo que passavam, durante a exibição de tais filmes, um sofrimento atroz (sic). Não compreendo. Na minha casa a televisão tinha um botão para se desligar.” Para mim, não há mais nada a dizer. O Beco subscreve e junta-se às manifestações de solidariedade que se preparam aqui (ver post de 7 de Fevereiro) e aqui (post de 9 de Fevereiro).
La Linea
MARJANE SATRAPI
Já aqui destacámos o primeiro volume de Persépolis, de Marjane Satrapi, com edição portuguesa da Polvo. Ontem, ao folhear a Pública (um pouco a medo, não fosse voltar a tropeçar no Graça Moura e no seu ódio aos linguistas...), encontrei um destaque sobre a autora, com direito a entrevista/ conversa conduzida por Alexandra Lucas Coelho. Marjane Satrapi fala da sua terra natal, o Irão, da família, dos sobressaltos políticos e de banda desenhada, principalmente do modo como nela cabem as experiências que foi acumulando entre Teerão e Paris, à procura de um espaço e de um mundo para criar. Se não compraram o jornal ontem, peçam emprestado... A revista dominical do Público não tem, infelizmente, espaço on-line.
Já aqui destacámos o primeiro volume de Persépolis, de Marjane Satrapi, com edição portuguesa da Polvo. Ontem, ao folhear a Pública (um pouco a medo, não fosse voltar a tropeçar no Graça Moura e no seu ódio aos linguistas...), encontrei um destaque sobre a autora, com direito a entrevista/ conversa conduzida por Alexandra Lucas Coelho. Marjane Satrapi fala da sua terra natal, o Irão, da família, dos sobressaltos políticos e de banda desenhada, principalmente do modo como nela cabem as experiências que foi acumulando entre Teerão e Paris, à procura de um espaço e de um mundo para criar. Se não compraram o jornal ontem, peçam emprestado... A revista dominical do Público não tem, infelizmente, espaço on-line.
8.2.04
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