19.4.05

A HERANÇA DE BORDALO
Para tomar nota na agenda:

É já dia 20 de Abril, às 18h, no Jardim de Inverno do S.Luís, no âmbito da programação do Pelouro da Cultura para as Comemorações do Centenário da Morte de Rafael Bordalo Pinheiro, que a Bedeteca de Lisboa propõe a realização do debate "A crítica e a sátira política na ilustração, no cartoon e na banda desenhada na imprensa" com Nuno Saraiva (autor), António (cartonista), Luís Pedro Nunes (director do suplemento Inimigo Público), José Manuel Fernandes (director do jornal Público) e Álvaro Matos (Director da Hemeroteca Municipal). Bordalo Pinheiro é o ponto de partida para este debate. Percursor da bd portuguesa o génio de Bordalo multiplicou-se em jornais e revistas, algumas das quais por ele criadas. Nestas histórias aos quadradinhos e na sua obra gráfica em geral, temos uma crónica dos costumes, da vida social e política, alvos de critica mordaz e interventiva que procurava formar uma opinião pública ao gosto republicano dos finais do séc. XIX. São hoje um dos melhores retratos que nos deixou o Portugal de oitocentos, tão português na sua essência caricatural que muitos são ainda hoje de uma actualidade desconcertante.

A partir daqui pede-se aos intervenientes neste debate - dois autores, um editor de um jornal satírico, um director de um jornal diário e um historiador de arte - que façam o ponto da situação do que tem representado, nas últimas duas décadas, a bd e a ilustração de género satírico na imprensa. É susceptível de criar uma opinião? É considerada como veículo informativo e interventivo? É polémica e geradoras de polémicas em termos sociais e políticos? Este possível tom polémico poderá, por vezes, incomodar os editores? É considerada uma mais valia para a imprensa periódica?

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