FIDBA - O PRIMEIRO FIM-DE-SEMANA
Estivemos na Escola Intercultural para visitar as exposições do Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora deste ano e começaremos a publicar brevemente vários posts sobre o assunto. Hoje, e porque o cansaço já é muito, deixamos on-line a entrevista com Maurício de Sousa que realizámos durante a tarde, guardando os comentários às exposições para os próximos dias.
19.10.03
18.10.03
MAIS UMA CONSTIPAÇÃO
Passei o dia entre chá de limão, aspirinas e xarope,
rodeada de revistas da Mónica e Cia. e de livros do José Carlos Fernandes…
Amanhã estarei no FIBDA para conversar com Maurício e com José Carlos Fernandes. Os resultados das conversas poderão ser lidos aqui mesmo, lá para segunda ou terça feira.
Passei o dia entre chá de limão, aspirinas e xarope,
rodeada de revistas da Mónica e Cia. e de livros do José Carlos Fernandes…
Amanhã estarei no FIBDA para conversar com Maurício e com José Carlos Fernandes. Os resultados das conversas poderão ser lidos aqui mesmo, lá para segunda ou terça feira.
17.10.03
É HOJE!
Mais logo, às 22 horas, começa oficialmente o Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora. São várias as exposições e os autores que por lá vão passar até ao primeiro fim de semana de Novembro: de Quino a Maurício de Sousa, passando por Melinda Gebbie, José Carlos Fernandes, José Villarrubia, Roberta Gregory, Michel Plessix, Miguelanxo Prado e Milo Manara entre muitos outros. As sessões de autógrafos decorrem durante os fins de semana e o Festival decorre entre as 14h e as 23h.
Mais logo, às 22 horas, começa oficialmente o Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora. São várias as exposições e os autores que por lá vão passar até ao primeiro fim de semana de Novembro: de Quino a Maurício de Sousa, passando por Melinda Gebbie, José Carlos Fernandes, José Villarrubia, Roberta Gregory, Michel Plessix, Miguelanxo Prado e Milo Manara entre muitos outros. As sessões de autógrafos decorrem durante os fins de semana e o Festival decorre entre as 14h e as 23h.
16.10.03
OS AUTORES DO FESTIVAL-4
Alvaréz Rabo nasceu em Burgos, em 1960, e o seu trabalho tem vindo a construir-se a partir de uma tradição satírica e burlesca muito marcada. Desenha regularmente desde os 25 anos, tendo publicado vários trabalhos nas revistas TMEO e El Víbora, para além de diversos fanzines.
Diz-se que o nome artístico com que escolheu ser conhecido serve para ocultar a verdadeira identidade de um simples trabalhador comercial do El Corte Inglés. O mesmo objectivo terão as meias ou os passa-montanhas com que se deixa fotografar… Como estará presente na Amadora para algumas sessões de autógrafos, supomos que o mistério faz parte da aura alternativa que tem criado desde a publicação dos seus primeiros trabalhos até ao dia em que anunciou que se retiraria do mundo da bd se não recebesse um milhar de cartas pedindo o contrário. Parece que não recebeu e parece que anunciou a retirada…Lá estaremos, no FIBDA, para confirmar!
Alvaréz Rabo nasceu em Burgos, em 1960, e o seu trabalho tem vindo a construir-se a partir de uma tradição satírica e burlesca muito marcada. Desenha regularmente desde os 25 anos, tendo publicado vários trabalhos nas revistas TMEO e El Víbora, para além de diversos fanzines.
Diz-se que o nome artístico com que escolheu ser conhecido serve para ocultar a verdadeira identidade de um simples trabalhador comercial do El Corte Inglés. O mesmo objectivo terão as meias ou os passa-montanhas com que se deixa fotografar… Como estará presente na Amadora para algumas sessões de autógrafos, supomos que o mistério faz parte da aura alternativa que tem criado desde a publicação dos seus primeiros trabalhos até ao dia em que anunciou que se retiraria do mundo da bd se não recebesse um milhar de cartas pedindo o contrário. Parece que não recebeu e parece que anunciou a retirada…Lá estaremos, no FIBDA, para confirmar!
14.10.03
OS AUTORES DO FESTIVAL-3
Maurício de Sousa nasceu em 1935, em Santa Isabel, estado de São Paulo (Brasil). A sua infância foi dividida entre Mogi das Cruzes, cidade vizinha de onde nasceu e São Paulo. Durante os estudos trabalhou na rádio e, para ajudar nas despesas, desenhou cartazes e posters.
Chegou a fazer ilustrações para os jornais de Mogi, mas o seu sonho era dedicar-se inteiramente ao desenho profissional. Reuniu todos os seus trabalhos e foi para São Paulo à procura de emprego.
Não conseguiu nada na sua área e acabou por preencher uma vaga de repórter policial no jornal Folha da Manhã. Em 1959 criou uma série de tiras em quadrinhos, Bidu e Franjinha , que ofereceu aos redactores da Folha da Manhã. Felizmente as histórias foram aceites e Maurício decidiu-se pelos desenhos, deixando para trás o jornalismo.
Nos anos seguintes, criou diversas tiras de jornal, Cebolinha, Piteco, Chico Bento, Penadinho, e páginas tipo tablóide para publicação semanal, Horácio, Raposão, Astronauta, que invadiram dezenas de publicações durante uma década.
Para a distribuição desses trabalhos, Maurício criou um serviço de redistribuição que atingiu mais de 200 jornais ao fim de dez anos.
Em 1970 começou a publicar as suas primeiras revistas de quadradinhos. A primeira revista, Mónica, foi lançada com tiragem de 200 mil exemplares. Seguiu-se, dois anos depois, a revista Cebolinha e mais tarde as de Chico Bento, Cascão, Magali, Pelezinho e outras.
Abriu um estúdio de animação, a Black & White, com mais de 70 artistas e realizou 8 longas-metragens. Mas devido às dificuldades políticas e económicas vividas no país e à lei de reserva de mercado da informática, que impedia o acesso à tecnologia de ponta necessária para a animação moderna, Maurício teve de parar com os desenhos animados, continuando apenas com as histórias em quadrinhos e seu merchandising.
Mais tarde voltaram os planos de animação e outros projectos. Entre eles a criação dos parques temáticos de São Paulo e do Rio de Janeiro e um projecto educacional, com o objectivo de conseguir a alfabetização de 10 milhões de crianças.
As revistas da Turma da Mónica e de todos os restantes personagens continuam a ser lidas por miúdos e graúdos e publicadas em diversos países de todo o mundo.
Fica aqui o site da Turma da Mónica
Maurício de Sousa nasceu em 1935, em Santa Isabel, estado de São Paulo (Brasil). A sua infância foi dividida entre Mogi das Cruzes, cidade vizinha de onde nasceu e São Paulo. Durante os estudos trabalhou na rádio e, para ajudar nas despesas, desenhou cartazes e posters.
Chegou a fazer ilustrações para os jornais de Mogi, mas o seu sonho era dedicar-se inteiramente ao desenho profissional. Reuniu todos os seus trabalhos e foi para São Paulo à procura de emprego.
Não conseguiu nada na sua área e acabou por preencher uma vaga de repórter policial no jornal Folha da Manhã. Em 1959 criou uma série de tiras em quadrinhos, Bidu e Franjinha , que ofereceu aos redactores da Folha da Manhã. Felizmente as histórias foram aceites e Maurício decidiu-se pelos desenhos, deixando para trás o jornalismo.
Nos anos seguintes, criou diversas tiras de jornal, Cebolinha, Piteco, Chico Bento, Penadinho, e páginas tipo tablóide para publicação semanal, Horácio, Raposão, Astronauta, que invadiram dezenas de publicações durante uma década.
Para a distribuição desses trabalhos, Maurício criou um serviço de redistribuição que atingiu mais de 200 jornais ao fim de dez anos.
Em 1970 começou a publicar as suas primeiras revistas de quadradinhos. A primeira revista, Mónica, foi lançada com tiragem de 200 mil exemplares. Seguiu-se, dois anos depois, a revista Cebolinha e mais tarde as de Chico Bento, Cascão, Magali, Pelezinho e outras.
Abriu um estúdio de animação, a Black & White, com mais de 70 artistas e realizou 8 longas-metragens. Mas devido às dificuldades políticas e económicas vividas no país e à lei de reserva de mercado da informática, que impedia o acesso à tecnologia de ponta necessária para a animação moderna, Maurício teve de parar com os desenhos animados, continuando apenas com as histórias em quadrinhos e seu merchandising.
Mais tarde voltaram os planos de animação e outros projectos. Entre eles a criação dos parques temáticos de São Paulo e do Rio de Janeiro e um projecto educacional, com o objectivo de conseguir a alfabetização de 10 milhões de crianças.
As revistas da Turma da Mónica e de todos os restantes personagens continuam a ser lidas por miúdos e graúdos e publicadas em diversos países de todo o mundo.
Fica aqui o site da Turma da Mónica
13.10.03
OS AUTORES DO FESTIVAL-2
Melinda Gebbie trabalha em banda desenhada há mais de três décadas e a afirmação do seu trabalho no mundo da bd está intimamente ligada com a Wimen’s Comix (responsável, no início dos anos 70, pelo fim do monopólio masculino no mundo dos comis), onde publicou algumas histórias.
A equipa da Wimmen’s Comix em 1975. Melinda Gebbie é a segunda a contar da direita, na fila de baixo.
Em 1989 começa a publicar a série Lost Girls, em co-autoria com o incontornável Alan Moore, conseguindo a proeza de reunir Wendy (a fadinha de Peter Pan), Alice (a de Carrol) e Dorothy (de O Feiticeiro de Oz) numa curiosa aventura erótica. Depois desse primeiro trabalho, a colaboração com o argumentista manteve-se em projectos como 1963 ou Supreme.
Melinda Gebbie trabalha em banda desenhada há mais de três décadas e a afirmação do seu trabalho no mundo da bd está intimamente ligada com a Wimen’s Comix (responsável, no início dos anos 70, pelo fim do monopólio masculino no mundo dos comis), onde publicou algumas histórias.
A equipa da Wimmen’s Comix em 1975. Melinda Gebbie é a segunda a contar da direita, na fila de baixo.
Em 1989 começa a publicar a série Lost Girls, em co-autoria com o incontornável Alan Moore, conseguindo a proeza de reunir Wendy (a fadinha de Peter Pan), Alice (a de Carrol) e Dorothy (de O Feiticeiro de Oz) numa curiosa aventura erótica. Depois desse primeiro trabalho, a colaboração com o argumentista manteve-se em projectos como 1963 ou Supreme.
12.10.03
A ESCOLA ENCANTA A CIDADE
Dia 13 de Outubro inagura a Mostra Internacional de Ilustração para a infância, A cor dos contos, na Escola Secundária Gil Vicente. Esta Mostra é o culminar de um conjunto de actividades desenvolvidas ao longo deste ano, integradas no projecto A Escola Encanta a Cidade.
Estarão expostos cerca de 50 originais de catorze artistas nacionais e estrangeiros: Roberto Catani, Nicoletta Ceccoli, Émilie Chollat, Alessandra Cimatoribus, Carll Cneut, Anne Herbaut, Martin Jarrie, Bernard Jeunet, Bimba Landmann, João Caetano, Henrique Cayatte, André Letria, Teresa Lima e Octavia Monaco.
A exposição estará patente ao público até dia 24 de Outubro, na rua da Verónica, 37, Lisboa, no seguinte horário: segunda a sexta-feira, das 10h às 20h; Sábado e Domingo das 14h às 20h.
Nicoletta Ceccoli
Émilie Chollat
Martin Jarrie
Alessandra Cimatoribus
Dia 13 de Outubro inagura a Mostra Internacional de Ilustração para a infância, A cor dos contos, na Escola Secundária Gil Vicente. Esta Mostra é o culminar de um conjunto de actividades desenvolvidas ao longo deste ano, integradas no projecto A Escola Encanta a Cidade.
Estarão expostos cerca de 50 originais de catorze artistas nacionais e estrangeiros: Roberto Catani, Nicoletta Ceccoli, Émilie Chollat, Alessandra Cimatoribus, Carll Cneut, Anne Herbaut, Martin Jarrie, Bernard Jeunet, Bimba Landmann, João Caetano, Henrique Cayatte, André Letria, Teresa Lima e Octavia Monaco.
A exposição estará patente ao público até dia 24 de Outubro, na rua da Verónica, 37, Lisboa, no seguinte horário: segunda a sexta-feira, das 10h às 20h; Sábado e Domingo das 14h às 20h.
Nicoletta Ceccoli
Émilie Chollat
Martin Jarrie
Alessandra Cimatoribus
11.10.03
OS AUTORES DO FESTIVAL-1
Miguelanxo Prado nasceu na Corunha (Galiza), em 1958. Frequentou o curso de Arquitectura, do qual desistiu quando decidiu dedicar-se à sua paixão pela pintura e pela escrita, que acabou por resultar numa dedicação maior à banda desenhada.
Em 1979 publica, com Xan López Domínguez, o primeiro e último número da revista Xofre. Depois de uma mudança para Barcelona, começa a publicar histórias curtas em diversas revistas e fanzines, acabando por editar, em 1985, o livro Fragmentos da Enciclopédia Délfica que inaugura a sua já longa bibliografia. Para além da banda desenhada, a obra de Miguelanxo Prado conta também com trabalhos de ilustração, pintura e colaborações na área da animação e da televisão.
Pedro e o Lobo
O traço de Prado, cuja evolução é visível num percurso pelos seus livros, revela originalidade, subtileza e capacidade de criação de espaços em planos que se aproximam muito do imaginário de algum cinema de autor.
Quotidiano Delirante II
Mas a obra de Miguelanxo Prado distingue-se por algo mais para além deste traço. As qualidades literárias do autor, perceptíveis em todos os seus álbuns, garantem ao seu trabalho a densidade narrativa que lhe transforma os livros em obras incontornáveis. Traço de Giz, por exemplo, talvez a sua obra mais conhecida, destaca-se pela originalidade gráfica, uma combinação belíssima de cor e melancolia, mas também pelo edifício narrativo, um labirinto de esperanças, medos e solidões que espelha claramente as características centrais do trabalho de Prado.
Traço de Giz
Miguelanxo Prado nasceu na Corunha (Galiza), em 1958. Frequentou o curso de Arquitectura, do qual desistiu quando decidiu dedicar-se à sua paixão pela pintura e pela escrita, que acabou por resultar numa dedicação maior à banda desenhada.
Em 1979 publica, com Xan López Domínguez, o primeiro e último número da revista Xofre. Depois de uma mudança para Barcelona, começa a publicar histórias curtas em diversas revistas e fanzines, acabando por editar, em 1985, o livro Fragmentos da Enciclopédia Délfica que inaugura a sua já longa bibliografia. Para além da banda desenhada, a obra de Miguelanxo Prado conta também com trabalhos de ilustração, pintura e colaborações na área da animação e da televisão.
Pedro e o Lobo
O traço de Prado, cuja evolução é visível num percurso pelos seus livros, revela originalidade, subtileza e capacidade de criação de espaços em planos que se aproximam muito do imaginário de algum cinema de autor.
Quotidiano Delirante II
Mas a obra de Miguelanxo Prado distingue-se por algo mais para além deste traço. As qualidades literárias do autor, perceptíveis em todos os seus álbuns, garantem ao seu trabalho a densidade narrativa que lhe transforma os livros em obras incontornáveis. Traço de Giz, por exemplo, talvez a sua obra mais conhecida, destaca-se pela originalidade gráfica, uma combinação belíssima de cor e melancolia, mas também pelo edifício narrativo, um labirinto de esperanças, medos e solidões que espelha claramente as características centrais do trabalho de Prado.
Traço de Giz
FIBDA
Como já noticiámos, o Festival Internacional de BD da Amadora vai inaugurar no próximo dia 17. Para além das exposições e das muitas actividades já anunciadas, o Festival contará com as habituais presenças de autores portugueses e estrangeiros em sessões de autógrafos, debates e conversas. Nos próximos dias, o Beco das Imagens dedicará vários posts a alguns dos autores (a todos, se o tempo chegar...) que passarão pelo FIBDA.
Como já noticiámos, o Festival Internacional de BD da Amadora vai inaugurar no próximo dia 17. Para além das exposições e das muitas actividades já anunciadas, o Festival contará com as habituais presenças de autores portugueses e estrangeiros em sessões de autógrafos, debates e conversas. Nos próximos dias, o Beco das Imagens dedicará vários posts a alguns dos autores (a todos, se o tempo chegar...) que passarão pelo FIBDA.
10.10.03
BANDA DESENHADA E CINEMA DE ANIMAÇÃO
Outubro é o mês da Banda Desenhada e do Cinema de Animação na Biblioteca Municipal de Oeiras: Amanhã, dia 11, às 16 horas - À conversa com... O realizador do filme de animação A Suspeita e da série animada As Coisa Lá em Casa, José Miguel Ribeiro e restante equipa.
De 12 a 23 de Outubro - Exposição de maquetas e ilustrações da série As coisas lá em casa na Biblioteca Municipal de Oeiras (segunda a sexta das 10:00 às 19:30,
Sábados das 10:30 às 13:15 e das 14:30 às 18:15).
Outubro é o mês da Banda Desenhada e do Cinema de Animação na Biblioteca Municipal de Oeiras: Amanhã, dia 11, às 16 horas - À conversa com... O realizador do filme de animação A Suspeita e da série animada As Coisa Lá em Casa, José Miguel Ribeiro e restante equipa.
De 12 a 23 de Outubro - Exposição de maquetas e ilustrações da série As coisas lá em casa na Biblioteca Municipal de Oeiras (segunda a sexta das 10:00 às 19:30,
Sábados das 10:30 às 13:15 e das 14:30 às 18:15).
SUGESTÕES VIA MAIL
O Hugo, do Vodka Atónito, mandou-nos uma série de links interessantes para irmos divulgando aqui. Hoje deixamos dois deles em destaque, ambos dedicados a autores brasileiros.
O primeiro, este, é o site de Níquel Náusea, a personagem criada pelo brasileiro Fernando Gonsales e que tem dado provas de longevidade no mundo da bd humorística.
O segundo é o site de Laerte, responsável pelos famosos cartoons da Folha de S. Paulo que já estão publicados no livro Deus Segundo Laerte.
Agradecemos as sugestões, Hugo. Quando quiseres voltar a escrever, o mail está às ordens.
O Hugo, do Vodka Atónito, mandou-nos uma série de links interessantes para irmos divulgando aqui. Hoje deixamos dois deles em destaque, ambos dedicados a autores brasileiros.
O primeiro, este, é o site de Níquel Náusea, a personagem criada pelo brasileiro Fernando Gonsales e que tem dado provas de longevidade no mundo da bd humorística.
O segundo é o site de Laerte, responsável pelos famosos cartoons da Folha de S. Paulo que já estão publicados no livro Deus Segundo Laerte.
Agradecemos as sugestões, Hugo. Quando quiseres voltar a escrever, o mail está às ordens.
8.10.03
BD NA BIBLIOTECA NACIONAL
Inaugura amanhã na Biblioteca Nacional uma exposição intitulada A BD é uma Arte.
As origens, a linguagem, a história, as correntes e as próprias definições da Banda Desenhada são alguns dos temas que percorrem esta exposição. Apresentando-se sob a forma de BD, este trabalho não é uma abordagem teórica da Nona Arte destinada a especialistas ou iniciados. O grande público e, sobretudo, os docentes e discentes, do ensino básico e secundário são os destinatários eleitos de “A BD é uma Arte …”
A história aos quadradinhos é um meio de comunicação diferente de todos os outros, com uma linguagem própria e artística, com regras e códigos que esta exposição pretende ajudar a descobrir.
O texto em itálico é um excerto da apresentação da exposição, que pode ser lida na totalidade aqui. As visitas são das 1oh às 19h nos dias úteis, e das 10h às 17h ao Sábado. Vamos passar por lá em breve e depois deixaremos aqui umas notas.
Inaugura amanhã na Biblioteca Nacional uma exposição intitulada A BD é uma Arte.
As origens, a linguagem, a história, as correntes e as próprias definições da Banda Desenhada são alguns dos temas que percorrem esta exposição. Apresentando-se sob a forma de BD, este trabalho não é uma abordagem teórica da Nona Arte destinada a especialistas ou iniciados. O grande público e, sobretudo, os docentes e discentes, do ensino básico e secundário são os destinatários eleitos de “A BD é uma Arte …”
A história aos quadradinhos é um meio de comunicação diferente de todos os outros, com uma linguagem própria e artística, com regras e códigos que esta exposição pretende ajudar a descobrir.
O texto em itálico é um excerto da apresentação da exposição, que pode ser lida na totalidade aqui. As visitas são das 1oh às 19h nos dias úteis, e das 10h às 17h ao Sábado. Vamos passar por lá em breve e depois deixaremos aqui umas notas.
7.10.03
DESENHADOR DE BALEIAS
Aos cinco anos, Ryan O'Rourke começou por desenhar baleias. Alguns anos mais tarde, em 2000, começou a sua carreira como ilustrador após ter concluído um BFA em ilustração na Hartford Art School.
Tem trabalhos publicados em diversas revistas e jornais, como é o caso de The Wall Street , Plan Sponsor MagazineJ, D Magazine e The Weekly Planet. O seu trabalho já foi reconhecido pela Society of Illustrators, American Illustration, SILA, Blue Cube Arts, RSVP, e The Alternative Newsweekly Awards.
Fica aqui o link para o seu site.
Aos cinco anos, Ryan O'Rourke começou por desenhar baleias. Alguns anos mais tarde, em 2000, começou a sua carreira como ilustrador após ter concluído um BFA em ilustração na Hartford Art School.
Tem trabalhos publicados em diversas revistas e jornais, como é o caso de The Wall Street , Plan Sponsor MagazineJ, D Magazine e The Weekly Planet. O seu trabalho já foi reconhecido pela Society of Illustrators, American Illustration, SILA, Blue Cube Arts, RSVP, e The Alternative Newsweekly Awards.
Fica aqui o link para o seu site.
6.10.03
BD NOUTRAS PARAGENS
Foi o Espigas ao Vento que nos avisou: o site c7nema (onde o Nuno, autor do Espigas, também colabora) tem uma secção de banda desenhada acabada de inaugurar. Os primeiros destaques vão para a Liga de Cavalheiros Extraordinários, mas a coisa promete continuar. O link directo é aqui. A partir de agora estaremos atentas a novas actualizações.
Foi o Espigas ao Vento que nos avisou: o site c7nema (onde o Nuno, autor do Espigas, também colabora) tem uma secção de banda desenhada acabada de inaugurar. Os primeiros destaques vão para a Liga de Cavalheiros Extraordinários, mas a coisa promete continuar. O link directo é aqui. A partir de agora estaremos atentas a novas actualizações.
4.10.03
A FOME QUE DEU EM FARTURA…
Começam a desaparecer os motivos de queixa relativamente à pouca atenção dada à bd pelos jornais. Para além dos textos regulares de João Miguel Tavares no Diário de Notícias, de João P. Boléo no Expresso e de João Ramalho Santos no Jornal de Letras, a bd já tomou de assalto a febre dos “livros com jornal”. Depois do Tintim (às sextas com o Público) chega uma colecção dedicada aos clássicos da bd, vendida com o Correio da Manhã. O primeiro volume saiu hoje, em distribuição gratuita (e rapidamente esgotada, pelo menos aqui na zona), dedicado a Lucky Luke.
Para além de reunir quatro álbuns da série criada por Morris (em 1946), três dos quais com argumento de Goscinny, o livro que hoje se distribui inclui um capítulo introdutório com textos sobre Lucky Luke, sobre Morris e Goscinny, sobre a série e sobre a sua chegada a Portugal. Segundo lemos aqui, os restantes livros também incluirão textos sobre as obras publicadas, o que valoriza bastante uma colecção como esta. Os livros são pequenos (maiores que A5), o que contribui para que se perca uma visão mais detalhada e atenta das pranchas, e o papel é um bocadinho melhor do que aquele de que são (eram?) feitas as revistas aos quadradinhos tipo Disney. Ainda assim, parece-nos uma colecção imperdível para quem gosta de bd e para quem quer ter acesso a alguns dos clássicos da nona arte.
A lista dos restantes livros a publicar pode ser consultada no site da Central Comics.
Começam a desaparecer os motivos de queixa relativamente à pouca atenção dada à bd pelos jornais. Para além dos textos regulares de João Miguel Tavares no Diário de Notícias, de João P. Boléo no Expresso e de João Ramalho Santos no Jornal de Letras, a bd já tomou de assalto a febre dos “livros com jornal”. Depois do Tintim (às sextas com o Público) chega uma colecção dedicada aos clássicos da bd, vendida com o Correio da Manhã. O primeiro volume saiu hoje, em distribuição gratuita (e rapidamente esgotada, pelo menos aqui na zona), dedicado a Lucky Luke.
Para além de reunir quatro álbuns da série criada por Morris (em 1946), três dos quais com argumento de Goscinny, o livro que hoje se distribui inclui um capítulo introdutório com textos sobre Lucky Luke, sobre Morris e Goscinny, sobre a série e sobre a sua chegada a Portugal. Segundo lemos aqui, os restantes livros também incluirão textos sobre as obras publicadas, o que valoriza bastante uma colecção como esta. Os livros são pequenos (maiores que A5), o que contribui para que se perca uma visão mais detalhada e atenta das pranchas, e o papel é um bocadinho melhor do que aquele de que são (eram?) feitas as revistas aos quadradinhos tipo Disney. Ainda assim, parece-nos uma colecção imperdível para quem gosta de bd e para quem quer ter acesso a alguns dos clássicos da nona arte.
A lista dos restantes livros a publicar pode ser consultada no site da Central Comics.
AS AVENTURAS CONTINUAM
Saiu ontem, com o Público, mais um Tintim. Desta vez A Ilha Negra, com direito a texto sobre o livro aqui.
Saiu ontem, com o Público, mais um Tintim. Desta vez A Ilha Negra, com direito a texto sobre o livro aqui.
3.10.03
CARLL CNEUT
Estudou design gráfico e trabalhou como director de arte numa agência de publicidade. Entrou no mundo da ilustração em 1996, com o livro infantil Varkentjes van Marsepein e desde então nunca mais saiu. Dedica-se essencialmente à ilustração infantil, mas também publica trabalhos noutras àreas.
Ganhou variadíssimos prémios entre os quais Shortlisted Prix Enfantaisie 2002 (Suiça), Winner Prix Octogones 2002 (França) e Shortlisted for the Children's and Youth Jury 2003 (Belgica).
Fica aqui o seu site oficial que, para além de ilustrações, tem um pequeno teatrinho.
Estudou design gráfico e trabalhou como director de arte numa agência de publicidade. Entrou no mundo da ilustração em 1996, com o livro infantil Varkentjes van Marsepein e desde então nunca mais saiu. Dedica-se essencialmente à ilustração infantil, mas também publica trabalhos noutras àreas.
Ganhou variadíssimos prémios entre os quais Shortlisted Prix Enfantaisie 2002 (Suiça), Winner Prix Octogones 2002 (França) e Shortlisted for the Children's and Youth Jury 2003 (Belgica).
Fica aqui o seu site oficial que, para além de ilustrações, tem um pequeno teatrinho.
BD NA AMADORA
O Festival Internacional de BD da Amadora (FIBDA) inaugura no dia 17, pelas 22h, no espaço da Escola Intercultural (apesar das reclamações que se vão ouvindo, e nas quais o Beco se inclui, sobre esta localização, preterindo a polivalente e espaçosa Fábrica da Cultura). O tema central do Festival deste ano é a “Mulher” e uma das exposições, “Meninas Rebeldes da BD” conta com pranchas de Maurício (Turma da Mónica) e Quino (Mafalda), ambos autores presentes na Escola Intercultural para conferências e sessões de autógrafos.
Maurício
Quino
Para além de Maurício e Quino, estarão presentes Milo Manara, Miguelanxo Prado, Melinda Gebbie, Michel Plessix, Monica e Bea, Alvarez Rabo, Caros Trillo, Roberta Gregory e Jim Borgman, entre vários outros. Entre os portugueses, destaque para José Carlos Fernandes e José Garcês, que contarão com exposições em nome próprio.
Milo Manara
José Garcês
Os espaços de autógrafos, debates e venda de livros estarão nos locais habituais e há ainda algumas exposições espalhadas por outros espaços da Amadora (destaque para Vasco Granja, com uma exposição retrospectiva no Centro de Arte Contemporânea, e para a exposição Eros no Humor, com José Vilhena, Isabel Lobinho, Zé Manel e Ermengol Tolsa, nos Recreios da Amadora, onde se situará o núcleo de cartoon do Festival.
Destaque ainda para os debates e conferências, em torno de temas como a edição de bd em Portugal, os processos criativos de construção de histórias em bd ou o papel do argumento. Quino e Maurício falarão também dos seus próprios métodos de trabalho.
E ficam os principais destaques do FIBDA. A partir de 17 de Outubro, o Beco das Imagens muda-se para a Escola!
Michel Plessix
Entretanto, podem ler um trabalho bastante completo sobre o FIBDA e os seus autores aqui.
O Festival Internacional de BD da Amadora (FIBDA) inaugura no dia 17, pelas 22h, no espaço da Escola Intercultural (apesar das reclamações que se vão ouvindo, e nas quais o Beco se inclui, sobre esta localização, preterindo a polivalente e espaçosa Fábrica da Cultura). O tema central do Festival deste ano é a “Mulher” e uma das exposições, “Meninas Rebeldes da BD” conta com pranchas de Maurício (Turma da Mónica) e Quino (Mafalda), ambos autores presentes na Escola Intercultural para conferências e sessões de autógrafos.
Maurício
Quino
Para além de Maurício e Quino, estarão presentes Milo Manara, Miguelanxo Prado, Melinda Gebbie, Michel Plessix, Monica e Bea, Alvarez Rabo, Caros Trillo, Roberta Gregory e Jim Borgman, entre vários outros. Entre os portugueses, destaque para José Carlos Fernandes e José Garcês, que contarão com exposições em nome próprio.
Milo Manara
José Garcês
Os espaços de autógrafos, debates e venda de livros estarão nos locais habituais e há ainda algumas exposições espalhadas por outros espaços da Amadora (destaque para Vasco Granja, com uma exposição retrospectiva no Centro de Arte Contemporânea, e para a exposição Eros no Humor, com José Vilhena, Isabel Lobinho, Zé Manel e Ermengol Tolsa, nos Recreios da Amadora, onde se situará o núcleo de cartoon do Festival.
Destaque ainda para os debates e conferências, em torno de temas como a edição de bd em Portugal, os processos criativos de construção de histórias em bd ou o papel do argumento. Quino e Maurício falarão também dos seus próprios métodos de trabalho.
E ficam os principais destaques do FIBDA. A partir de 17 de Outubro, o Beco das Imagens muda-se para a Escola!
Michel Plessix
Entretanto, podem ler um trabalho bastante completo sobre o FIBDA e os seus autores aqui.
2.10.03
O DILÚVIO E OS ESPIRROS
Choveu a tarde inteira. Mas isso nem seria desagradável se vivessemos numa cidade civilizada, onde as ruas não estivessem atulhadas de carros e onde os transportes públicos, para além de funcionarem, não tivessem de estar horas parados por causa das filas que os carros provocam. E, já agora, onde as pessoas não tivessem de recorrer aos carros por não existirem transportes públicos decentes. Afinal, foi o ovo ou a galinha? E o que é que isso tem a ver com um blog de banda desenhada e ilustração? Aparentemente nada... Mas como passámos a tarde a tentar utilizar os transportes públicos para chegar a vários sítios, e como esses transportes funcionam mal, e como a chuva que caiu foi demasiada... Enfim, isto tudo para dizer que apanhámos uma valente constipação e não estamos em condições de escrever nada de interessante, como se pode constatar. Deixamos como compensação uma bela imagem de Alain Corbel e um texto a propósito, ambos encontrados através de uma busca com a palavrinha mágica: chuva.
Amanhã prometemos voltar em condições. Entretanto, como passámos pela fnac nas andanças da tarde, anunciamos que está à venda um novo livro de Pedro Burgos sobre o qual diremos coisas em breve. Até amanhã.
A chuva assola a cidade como um bom verso ressoa no ouvido do poeta. O poeta está cansado da poesia e a chuva na janela só agrava a sua condição. Não tem fome, o poeta, pois é funcionário público. Tem um desejo secreto que não passa pelo nylon, embora considere erótico o y e tenha uma atracção pelo abysmo.
A ânsia inconfessável do poeta, aquela que o cansa e faz invejar a água, é destruidora. Passa as noites a riscar em folhas os planos. Assim faz companhia à chuva que gasta a cidade como um bom verso. Em passeio, escolhe um monumento e namora-o.
Descobre os seus segredos, entra nos seus abysmos, recolhe as suas águas. No Alto da Eira solicita os projectos do arquitecto respectivo, vasculha noutros arquivos, solicita o parecer do historiador. Tudo com o afã do beijo na boca, da carícia furtiva. E a chuva cai, londrinamente, a intervalos acariando e incomodando todos. À noite, em solidão, risca planos no papel no afã de dar corpo à ânsia inconfessável de poeta cansado, embora sem fome. Como bom funcionário devota preferências à estatuária. Adora por exemplo cavalos pelo que lhe era fácil aprender o local certo na anatomia por exemplo em bronze para colocar o plástico. Depois é esperar pela chuva da hora de ponta e fazer em mil pedaços a estátua. Nem todos os desejos são de nylon.
Ninguém sonha que o poeta sonha com uma chuva de estilhaços de arte pública. Também isso o cansa.
Choveu a tarde inteira. Mas isso nem seria desagradável se vivessemos numa cidade civilizada, onde as ruas não estivessem atulhadas de carros e onde os transportes públicos, para além de funcionarem, não tivessem de estar horas parados por causa das filas que os carros provocam. E, já agora, onde as pessoas não tivessem de recorrer aos carros por não existirem transportes públicos decentes. Afinal, foi o ovo ou a galinha? E o que é que isso tem a ver com um blog de banda desenhada e ilustração? Aparentemente nada... Mas como passámos a tarde a tentar utilizar os transportes públicos para chegar a vários sítios, e como esses transportes funcionam mal, e como a chuva que caiu foi demasiada... Enfim, isto tudo para dizer que apanhámos uma valente constipação e não estamos em condições de escrever nada de interessante, como se pode constatar. Deixamos como compensação uma bela imagem de Alain Corbel e um texto a propósito, ambos encontrados através de uma busca com a palavrinha mágica: chuva.
Amanhã prometemos voltar em condições. Entretanto, como passámos pela fnac nas andanças da tarde, anunciamos que está à venda um novo livro de Pedro Burgos sobre o qual diremos coisas em breve. Até amanhã.
A chuva assola a cidade como um bom verso ressoa no ouvido do poeta. O poeta está cansado da poesia e a chuva na janela só agrava a sua condição. Não tem fome, o poeta, pois é funcionário público. Tem um desejo secreto que não passa pelo nylon, embora considere erótico o y e tenha uma atracção pelo abysmo.
A ânsia inconfessável do poeta, aquela que o cansa e faz invejar a água, é destruidora. Passa as noites a riscar em folhas os planos. Assim faz companhia à chuva que gasta a cidade como um bom verso. Em passeio, escolhe um monumento e namora-o.
Descobre os seus segredos, entra nos seus abysmos, recolhe as suas águas. No Alto da Eira solicita os projectos do arquitecto respectivo, vasculha noutros arquivos, solicita o parecer do historiador. Tudo com o afã do beijo na boca, da carícia furtiva. E a chuva cai, londrinamente, a intervalos acariando e incomodando todos. À noite, em solidão, risca planos no papel no afã de dar corpo à ânsia inconfessável de poeta cansado, embora sem fome. Como bom funcionário devota preferências à estatuária. Adora por exemplo cavalos pelo que lhe era fácil aprender o local certo na anatomia por exemplo em bronze para colocar o plástico. Depois é esperar pela chuva da hora de ponta e fazer em mil pedaços a estátua. Nem todos os desejos são de nylon.
Ninguém sonha que o poeta sonha com uma chuva de estilhaços de arte pública. Também isso o cansa.
1.10.03
CURSOS DE BD E ILUSTRAÇÃO
O Centro de Imagem e Técnicas Narrativas da Fundação Calouste Gulbenkian enviou-nos o seguinte aviso:
Estão abertas as Inscrições para
Cursos de Banda Desenhada e Ilustração do Centro de Imagem e Técnicas Narrativas.
Para marcação de entrevista e/ou mais informações, contacte-nos via e-mail,
telefone ou fax:
TEL: 21 782 35 05
FAX: 21 782 30 18
E-mail: citen@gulbenkian.pt
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