OUTRAS MARÉS DEPOIS DA MARÉ NEGRA
O afundamento do navio
Prestige, ao largo da Galiza, desencadeou uma onda de intervenção cívica que há muito não se via por terras galegas e que continua activa um ano depois da tragédia (veja-se o
Foro Negro, que decorre este fim de semana em Santiago de Compostela). Como já aqui referimos, o mundo artístico tem tido um papel activo nessa intervenção, assegurando actividades e projectos que têm garantido a continuidade da luta pela limpeza do litoral e pelo fim da circulação de navios perigosos como o
Prestige.
Depois de o
Colectivo Chapapote ter lançado o álbum
H2Oil, é a vez do Conselho da Cultura Galega editar
Parando a Marea Negra. Provavelmente, um álbum onde as críticas serão um bocadinho menos duras, pelo menos no que às autoridades governamentais diz respeito? Na Galiza é assim, não se diz mal do Governo nem de Fraga, pelo menos com dinheiros oficiais (daí a censura televisiva e radiofónica ter assumido proporções tão graves no caso do
Prestige). E como o Governo de Fraga teve muitas responsabilidades no afundamento do
Prestige (procurem o arquivo de notícias
aqui) e no posterior fingimento relativamente à situação do litoral, talvez só possamos esperar uma bd sobre limpezas e com alguma preocupação ecológica mais 'soft'. Se calhar estou a ser injusta?mas não me parece.
O livro é o número 3 da colecção 'Ciência para Todos' e tem guião de Marilar Aleixandre e desenho de Fran Bueno Capeáns.